paulo oliveira

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    paulo oliveira
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    Cabo Verde tem tido alguns complexos de relacionamento e representação do seu povo, por causa das diferenças étnicas existentes no seu território actualmente distribuído. A resolução de adesão ou não ao continente europeu, fugindo do africano poderia conhecer outros contornos menos embaraçosos. A existência de conflitos evidentes relacionados com questões de perfil e apresentação social pautada na cor da pele dos cidadãos caboverdianos é uma realidade.

    O que poderá minimizar essas diferenças que têm um cariz racial, pode-se optar de forma muito simples com a divisão territorial do arquipélago de Cabo Verde em duas parcelas. Uma primeira parcela seria conveniente ser atribuída à Guiné, devido as suas características geográficas, culturais e políticas, constituída por ilhas cuja maioria dos habitantes sejam negros, mas pretos escuros. Partindo do princípio que as ilhas povoadas por povos mais pretos têm as suas raízes nos guineenses e partilham histórias ligadas a luta pela independência (lembre-se do envolvimento do Cabral, através do PAIGC), mais facilmente se integrariam os territórios de habitantes africanos com semelhanças mais evidentes.

    Uma segunda parcela seria composta por ilhas com enorme massa populacional mestiça/mulata, praticamente povoadas por cidadãos com a cor da pela pouco preta, embora negra, descendentes próximos dos europeus. A sua anexação aos europeus representaria a adopção de valores culturais e costumes europeus, submissão ao domínio administrativo e político europeu. Muitas vantagens teriam ao livrarem-se da pretalhada que fica com os guineenses e mais facilmente sobem ao estatuto de povos civilizados e desenvolvidos.

    Os negros pretos que ficariam do lado guineense poderiam contribuir em grande medida para mininmizar os sucessivos conflitos armados e étnicos que assolam aquele país africano. Com a anexação de mais território com enorme potencial cultural, político e económico a Guiné passaria a dispor de capacidades de desenvolvimento e curto-médio prazo.

    As ilhas repartidas dessa forma iria beneficiar tantos os pretos como os mulatos caboverdianos que se fartam de trocar insultos por tudo e por nada, carregando mágoas do passado cultural com tendências raciais.

    A Europa que receberia a outra parcela ficaria mais rica demograficamente, mas teria de sofrer com algumas acusações políticas no seu da população local, tirando certos apoiantes do neo-colonialismo e socialistas do pós-25 de Abril.

    Paulo

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