Publicação de um Email Enviado Para Mim

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Este tópico contém 8 respostas, tem 4 utilizadores, com a última actualização feita por  pris Há 12 anos, 1 mês.

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    pris
    Membro

    Esta noite quando abri a minha Caixa de Entrada do Hotmail recebi um mail com o titulo “Cabo Verde” logo que começei a ler fiquei no minimo surpreendido com as palavras não muito simpaticas com que essa pessoa se dirigia a mim e também não sei o porquê de me ter mandado um mail de desagrado com Cabo Verde como se eu tivesse culpa de alguma coisa.O mail é o seguinte:

    >From: “Nelson Verde” < **********>
    >Reply-To: < ***********>
    >To: < ***********************>
    >Subject: Cabo Verde
    >Date: Sat, 20 Oct 2007 21:27:38 +0100
    >
    >
    >Tu para mim, vens de carrinho, ò pit bull. Èstás sempre a bater no cèguinho!
    >Olha q a a D. Rita até tem razão! Não vi simpatia nenhuma pelos portugueses
    >(excepto por parte dos funcionários do hotel /campo de concentração e mesmo essa
    >com todo o ar de postiça, ou se quizeres, de forçada pela entidade patronal –
    >que lhes paga o “gordo” salário de 200 Euros por mês, segundo me informaram…
    >Se estiveres interessado numa casota e como és de raça pura, porque não
    >aproveitas?
    >Fica sabendo que cheguei hoja do Sal com a minha mulher e uma das minhas filhas
    >e que, apesar do pouco contacto que tivemos com a população (devido ao
    >isolamento do RIU FUNGAGÀ ou GAROPA ou lá como se chama, verdadeiro centro de
    >engorda para burgueses de meia tijela, onde escorre álcool por todo o lado e até
    >copos se encontram no fundo das piscinas), do pouco contacto que tive, ia
    >dizendo, raros foram os cabo-verdianos com quem conseguimos manter uma conversa
    >amigável. De uma maneira geral éramos pura e simplesmente ignorados, outras
    >vezes olhados de viés, outras ainda de forma arrogante (como quem tem o rei na
    >barriga)e ninguém me tira da cabeça que continua a persistir um grande
    >ressentimento contra nós. Até quando? Que mal lhes fiz eu, que sempre considerei
    >justa a luta pela independência das colónias e em particular de Cabo Verde e
    >Guiné, sob a égide do PAIGC e de Amílcar Cabral, que li e tenho na minha pequena
    >biblioteca livros de Manuel Lopes (Chuva Braba, os Flagelados do Vento Leste),
    >Baltazar Lopes (Chiquinho), Germano de Almeida (As Memórias de um Espírito),
    >Teixeira de Sousa (Capitão de Mar e Terra e outros), etc…
    >(Mas tu, disto, deves perceber pouco. A propósito, não és tu aquele brasileiro
    >que jogou no FCP?)
    >Em contrapartida, desfazem-se em vénias perante ingleses, nórdicos, franceses e
    >todos aqueles que, por terem um nível de vida superior ao português, lhes pagam
    >facilmente os preços exorbitantes que cobram por refeições, bebidas e serviços
    >de merda que desempenham com aquele profissionalismo que a gente sabe…
    >Podes pensar que estou ressabiado com qualquer coisa de sério e tens toda a
    >razão. Das várias chatices que tivemos, não esquecerei jamais a forma como fomos
    >descriminados pelo Mister James, o piloto do trimaran que nos transportou à
    >Boavista pela módica quantia de 140 euros cada (refeição incluída e que se
    >traduziu em 3 peixes grelhados, todos diferentes, um para cada um de nós
    >(portugueses) enquanto o casal de noruegueses e o de franceses que nos
    >acompanhavam se banquerearam com lagosta (sem pagarem um cêntimo a mais do que
    >nos). Esta sacanice da lagosta foi arquitectada pelo ajudante do capitão James
    >(Drake?) – um racista cabo-verdiano chamado Ricardo Pinto (o nome viemos a
    >sabê-lo no hotel) que recebia as ordens do inglês por assobio e que fez o papel
    >de guia, sem sequer se ter identificado à partida e também sem nos ter dito nada
    >sobre o itinerário que íamos seguir na volta à Ilha. Acabou por nos levar a ver
    >as dunas do deserto de Viana, onde ficámos a olhar para a areia talvez uma meia
    >hora, enveredando a seguir na direção de Santa Mónica (não a da Califórnia), mas
    >esta que “é parecida” – embora não tenha nada à excepção de uma tabuleta em
    >madeira com o nome – “uma praia com 18 Km de extensão” onde chegámos talvez uma
    >hora depois por estradas que mais pareciam caminhos de cabras. Salvou-se um
    >banho de 10 a 15 minutos, e toca a regressar para Sal-Rei.
    >O “Drake” só falava com os franceses e os noruegueses – nós ficámos na outra
    >ponta da mesa do restaurante /casa de pasto “Rosy” – apesar de falarmos o inglês
    >e o francês e de a minha filha dominar por completo a primeira destas línguas,
    >visto ter residido na Irlanda e em Londres mais de uma dezena de anos. Entre as
    >várias barbaridades saídas da boca deste leão dos mares de Cabo Verde, refiro
    >que a um reparo de que se tinha gasto muito tempo a ver o deserto e que se podia
    >ter optado por uma praia mais próxima (Chaves, por exemplo), evitando o incómodo
    >de termos andado aos solavancos durante tanto tempo só por uma questão de
    >marketing – respondeu-me que as praias mais próximas de Sal-Rei não prestavam,
    >porque eram muito rochosas…o que me disseram ser aldrabice. Outra deste
    >ignorante foi ter-se mostrado ofendido por após mais de 12 anos em Cabo Verde
    >lhe ter sido dito que já tinha obrigação de falar o português ou pelo menos o
    >crioulo, já que segundo o sujeito, esta é que era a língua oficial do país.
    >Nem um monumento, nem uma igreja, nem uma povoação nos foi dado ver, inclusive
    >nem um passeio pela vila de Sal-Rei.
    >Só para terminar e em conversa com o francês que nos acompanhava, após eu
    >reconhecer que os portugueses pouco fizeram por Cabo Verde mas que nós também
    >tínhamos de certo modo sido colonizados em Portugal durante 50 anos por um
    >regime ditatorial sem que os países democráticos – nomeadamento os da NATO –
    >tivessem mexido uma palha, responde-me: pois, e agora são uma colónia italiana,
    >não lhe parece e riu-se. Eu respondi-lhe: não, agora são uma colónia
    >internacional, vendem o território a quem dá mais.
    >Pois é pit…Move lá as tuas influências e vê se escarrapachas isto pelos teus
    >blogs.
    >Sabes, há mais uma coisa em que diferimos: eu não mordo…nem pela calada.
    >Dou a cara.
    >Nelson Verde

    Depois disto o que mais me irá acontecer

    Ricardo Pit Bull

    pris
    Membro

    Aproveito tambem para deixar aqui a resposta que lhe enviei:

    Boas.
    Gostava que me explicasse o motivo de me dirigir este mail e de onde me conhece.
    Tambem que me explicasse uma das suas ultimas frases “Sabes, há mais uma coisa em que diferimos: eu não mordo…nem pela calada.”
    E finalisaste a dizer”Dou a cara.” , mas nem por isso te identificaste eu não sei quem és nem de onde és.
    Não te preocupes eu vou fazer o que pediste vou espalhar isto pelos locais que frequento na net que dizem respeito a viajens.

    Ricardo Pit Bull

    Anónimo

    Bom Dia

    Sr. Nelson Verde, perdão será esta a cara, não existem em portugal pessoas(poucas) que praticam o racismo? Que culpa terão as restantes, uma maioria bastante alargada, da existência destas ditas pessoas!

    Em Cabo Verde acontece a mesma coisa, digo isto por experiência própria. Em qualquer parte do mundo acontecem coisas destas porque o homen, como o único ser pensante à face da terra, é muito complicado nas suas relações com próximo da sua raça.

    Situações como a que o sr. e a sua familia viveram acontecem em qualquer parte do mundo, principalmente em destinos de férias, no entanto não tem o “direito” de enviar este tipo de mails porque os gostos de cada um de nós são soberanos, isto é são nossos.

    Para terminar diria que Cabo Verde não é o que o sr. está a querer tentar passar, uma das virtudes daquele povo é ser hospitaleiro. Esta hospitalidade só conseguimos sentir se nos relacionar-mos com as pessoas, coisa que pelos vistos não fizeram.

    jj

    wadders
    Membro

    O sr.Nelson apenas faz um relato sobre as suas ferias,e pela primeira vez nao vejo comentarios injuriosos.
    Carlo.

    pris
    Membro

    Depois de trocas de email’s com o sr. Nelson e ultrapassadas as questões dirigidas a mim o sr. Nelson muito gentilmente pediu desculpas das frases dirigidas a mim e pediu para apagar as mesmas do fórum, mas como penso eu que não há maneira de apagar as frases sem estragar o tópico peço que esqueçam a primeira mensagem e que dê-em atenção só mensagem sobre Cabo Verde:

    Não vi simpatia nenhuma pelos portugueses
    >(excepto por parte dos funcionários do hotel /campo de concentração e mesmo essa
    >com todo o ar de postiça, ou se quizeres, de forçada pela entidade patronal –

    >que lhes paga o “gordo” salário de 200 Euros por mês, segundo me informaram…

    >Fica sabendo que cheguei hoja do Sal com a minha mulher e uma das minhas filhas
    >e que, apesar do pouco contacto que tivemos com a população (devido ao
    >isolamento do RIU FUNGAGÀ ou GAROPA ou lá como se chama, verdadeiro centro de
    >engorda para burgueses de meia tijela, onde escorre álcool por todo o lado e até
    >copos se encontram no fundo das piscinas), do pouco contacto que tive, ia
    >dizendo, raros foram os cabo-verdianos com quem conseguimos manter uma conversa
    >amigável. De uma maneira geral éramos pura e simplesmente ignorados, outras
    >vezes olhados de viés, outras ainda de forma arrogante (como quem tem o rei na
    >barriga)e ninguém me tira da cabeça que continua a persistir um grande
    >ressentimento contra nós. Até quando? Que mal lhes fiz eu, que sempre considerei
    >justa a luta pela independência das colónias e em particular de Cabo Verde e
    >Guiné, sob a égide do PAIGC e de Amílcar Cabral, que li e tenho na minha pequena
    >biblioteca livros de Manuel Lopes (Chuva Braba, os Flagelados do Vento Leste),
    >Baltazar Lopes (Chiquinho), Germano de Almeida (As Memórias de um Espírito),
    >Teixeira de Sousa (Capitão de Mar e Terra e outros), etc…

    >Em contrapartida, desfazem-se em vénias perante ingleses, nórdicos, franceses e
    >todos aqueles que, por terem um nível de vida superior ao português, lhes pagam
    >facilmente os preços exorbitantes que cobram por refeições, bebidas e serviços
    >de merda que desempenham com aquele profissionalismo que a gente sabe…
    >Podes pensar que estou ressabiado com qualquer coisa de sério e tens toda a
    >razão. Das várias chatices que tivemos, não esquecerei jamais a forma como fomos
    >descriminados pelo Mister James, o piloto do trimaran que nos transportou à
    >Boavista pela módica quantia de 140 euros cada (refeição incluída e que se
    >traduziu em 3 peixes grelhados, todos diferentes, um para cada um de nós
    >(portugueses) enquanto o casal de noruegueses e o de franceses que nos
    >acompanhavam se banquerearam com lagosta (sem pagarem um cêntimo a mais do que
    >nos). Esta sacanice da lagosta foi arquitectada pelo ajudante do capitão James
    >(Drake?) – um racista cabo-verdiano chamado Ricardo Pinto (o nome viemos a
    >sabê-lo no hotel) que recebia as ordens do inglês por assobio e que fez o papel
    >de guia, sem sequer se ter identificado à partida e também sem nos ter dito nada
    >sobre o itinerário que íamos seguir na volta à Ilha. Acabou por nos levar a ver
    >as dunas do deserto de Viana, onde ficámos a olhar para a areia talvez uma meia
    >hora, enveredando a seguir na direção de Santa Mónica (não a da Califórnia), mas
    >esta que “é parecida” – embora não tenha nada à excepção de uma tabuleta em
    >madeira com o nome – “uma praia com 18 Km de extensão” onde chegámos talvez uma
    >hora depois por estradas que mais pareciam caminhos de cabras. Salvou-se um
    >banho de 10 a 15 minutos, e toca a regressar para Sal-Rei.
    >O “Drake” só falava com os franceses e os noruegueses – nós ficámos na outra
    >ponta da mesa do restaurante /casa de pasto “Rosy” – apesar de falarmos o inglês
    >e o francês e de a minha filha dominar por completo a primeira destas línguas,
    >visto ter residido na Irlanda e em Londres mais de uma dezena de anos. Entre as
    >várias barbaridades saídas da boca deste leão dos mares de Cabo Verde, refiro
    >que a um reparo de que se tinha gasto muito tempo a ver o deserto e que se podia
    >ter optado por uma praia mais próxima (Chaves, por exemplo), evitando o incómodo
    >de termos andado aos solavancos durante tanto tempo só por uma questão de
    >marketing – respondeu-me que as praias mais próximas de Sal-Rei não prestavam,
    >porque eram muito rochosas…o que me disseram ser aldrabice. Outra deste
    >ignorante foi ter-se mostrado ofendido por após mais de 12 anos em Cabo Verde
    >lhe ter sido dito que já tinha obrigação de falar o português ou pelo menos o
    >crioulo, já que segundo o sujeito, esta é que era a língua oficial do país.
    >Nem um monumento, nem uma igreja, nem uma povoação nos foi dado ver, inclusive
    >nem um passeio pela vila de Sal-Rei.
    >Só para terminar e em conversa com o francês que nos acompanhava, após eu
    >reconhecer que os portugueses pouco fizeram por Cabo Verde mas que nós também
    >tínhamos de certo modo sido colonizados em Portugal durante 50 anos por um
    >regime ditatorial sem que os países democráticos – nomeadamento os da NATO –
    >tivessem mexido uma palha, responde-me: pois, e agora são uma colónia italiana,
    >não lhe parece e riu-se. Eu respondi-lhe: não, agora são uma colónia
    >internacional, vendem o território a quem dá mais.

    imported_horta
    Participante

    Estou a ver que o senhor Nelson nunca teve de férias no Algarve para ele ver a quem, é que os funcionários dos hoteis dão mais atenção. Pode acreditar que não é aos portugueses, que eles reclamam serem uns chatos e só sabem reclamar e que podem ser os ultimos a chegar, mas serem os primeiros atendidos. Antes de ver os podres dos outros, devemos primeiro procurar vêr os nossos. E pelo que o senhor deu a entender não é alguem de fácil relacionamento.Se for de mente e coração aberta vai vêr que fica tudo mais fácil.

    horta

    nelson verde
    Participante

    Meu caro amigo: agora quer discutir o que se passa no Algarve?
    È claro que já “tive” de férias no Algarve, aliàs ainda este ano lá estive. Mas garanto-lhe que nunca fui mal tratado, muito menos humilhado como aconteceu na ida à Boa Vista.
    Você gostava?
    E mesmo que as coisas não corram bem no Algarve é razão para que em Cabo Verde corram de igual forma?
    No Algarve pelo menos não se fala em morabeza…
    Também gostava que o Senhor se explicasse melhor ao dizer que não sou pessoa de fácil relacionamento, embora admita que, para me relacionar, tenha de sentir receptividade da outra parte. Não sou pessoa de me insinuar…

    pris
    Membro

    Já fui várias vezes ao Algarve e não tenho nenhuma razão de queixa e até gostei muito do atendimento e o mesmo se passa com Cabo Verde.

    Sobre o Sr. Nelson ser de FACIL RELACIONAMENTO OU NÃO, a mim pelos mail’s que trocamos pareceme ser uma pessoa de FACIL RELACIONAMENTO.

    Ricardo Pit Bull

    Anónimo

    Bom Dia

    Só queria acrescentar que estou de acordo com o Ricardo. Também já troquei alguns mails com o Sr.Nelson Verde e tenho a certeza de que é uma pessoa sensata que não lhe custa nada admitir quando erra.
    Vou aproveitar e agradecer ao Sr.Nelson Verde a oportunidade que me deu para “esclarecer” o que eventualmente não estava bem esclarecido e também a forma como respondeu ao meu mail, eduacado e acima de tudo respeitador das ideias dos outros.Obrigado
    jj

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