Cape Verde Islands

Sunday 15.09.2019

 
 
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 Assunto da Mensagem: Viver em Cabo Verde
MensagemEnviado: quarta abr 09, 2008 7:50 am 
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Registado: segunda jul 09, 2007 8:07 am
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Saudações a todos,

Já tive oportunidade de viajar por muitas das ilhas de Cabo Verde. Sou novo e a minha namorada á filha de Cabo Verdeanos, tendo viajado comigo para conhecer a terra dos pais na segunda vez que lá fui.

Cabo Verde tem muita magia, é um país com um clima fantástico e a possibilidade de levar uma vida tranquila e ter tempo para cuidar da família é uma coisa que me fascina. Ao contrário de cá em Portugal onde é assustadora a perspectiva de ter de trabalhar imenso para ter um nível de vida básico e ainda educar os filhos com qualidade. Sem que eles tenham muito tempo para brincarem com o pai.

Contudo, Cabo Verde também é pequeno, e para ir para qualquer lado fora de Cabo Verde, só mesmo um avião. O que assusta são os limites, é o facto de significar também um certo isolamento do resto do mundo.

Gostava que pudessem comentar este ponto de vista. Tanto irmãos Portugueses como irmãos Cabo Verdeanos.

Abraço a todos

Sou Português, como só um Cabo Verdeano ou Brasileiro sabe ser.


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MensagemEnviado: terça mai 06, 2008 11:27 am 
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Registado: segunda jul 09, 2007 8:07 am
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Gostava de poder ler uma opinião.

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Sou Português, como só um Cabo Verdeano ou Brasileiro sabe ser.


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MensagemEnviado: terça mai 06, 2008 2:35 pm 
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Registado: quinta dez 20, 2007 4:24 pm
Mensagens: 123
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Na minha opinião o isolamento é relativo.

Em termos de deslocações de pessoas, é verdade que são ilhas e pequenas, mas são "acessíveis" de avião (apesar de cada vez mais caro pela subida do preço do petróleo. Salvaguardando as devidas “proporções”, de Portugal só para Espanha é que vou de carro, e mesmo assim só se for “pertinho”. O nosso universo é cada vez mais global, com tudo de bom e de mau o que isto significa, salientando que de bom temos cada vez uma maior proximidade e consciência que todos dependemos de todos e da mesma esfera. Da mesma forma que em Lisboa temos produtos de comércio justo genuínos e de locais recônditos, também temos acesso a produtos high tech e “gadgets” que são lançados no mesmo dia em todo o mundo. Muito me surpreendeu haver “loja do Chinês” em Sal Rei!

Em termos de recursos, há de facto um isolamento, pois estes não existem localmente, agravados pelas dificuldades logísticas que representam as ilhas. E aqui sim há uma barreira física e psicológica. “Tudo” que é industrial vem de fora. Mas diria que CV está em igualdade de circunstâncias com todos os arquipélagos que existem.

Vejo Cabo Verde atingir um ponto de equilíbrio sustentado nos "próximos" 20 anos. Conseguir gerar "riqueza" suficiente essencialmente com turismo (de praia principalmente no Sal, Boavista e Maio, e turismo de natureza e "cultural" com Santiago, São Vicente, S. Nicolau, etc) principalmente via trabalho local, para conseguir importar as necessidades que não consegue produzir internamente. Vejo por exemplo Santiago e S. Antão como a Madeira e os Açores, com bons hotéis, recebendo com genuína hospitalidade, clima excelente, etc.

Outra fonte de “riqueza” é o facto de CV se estar a diferenciar para melhor do resto de Africa, tornando-se um pais privilegiado em termos de estabilidade política.
Apesar de todos os recentes processos eleitorais terem tido os seus "problemitas". Veja-se a maturidade da decisão do candidato derrotado em 2001 às presenciais Carlos Veiga.Perdeu por décimas (12 votos !!). Na altura moveu um processo de impugnação dos resultados eleitorais, no Supremo Tribunal de Justiça, mas acatou a decisão que lhe foi desfavorável, em nome da paz social no país (é só fazer paralelo com o que está acontecer no Quénia e no Zimbabwe). Recentemente o problema resuscitou, com uma das testemunhas vir agora confirmar que de facto houve fraudes, mas está a ser (espero eu) resolvido pela vias legais e constitucionais de CV.

Já hoje CV é uma plataforma para organizações como ONU e a Cruz Vermelha para o resto de África, acredito que se torne também um ponto de referência para organizações empresariais.

Eu pessoalmente não acredito na utopia do “amor e uma cabana”, mas idealizo CV como um país para se ter uma vida equilibrada e realizada quer em termos profissionais quer pessoais \ familiares. Penso que os próximos anos em CV serão extraordinários pelo ponto de viragem e desenvolvimento que estão a conseguir. Mais fascinante seria poder contribuir e viver esse processo.


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